quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Orisá Otin / Iyá Otin

Otin – Orixá da caça filha de Enrilé.
Otin usa capanga e lança e vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça assim como Odé: passaros, coelhos etc. Mas aprecia mesmo é o porco.
Otim esconde que nasceu com 4 seios” Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha.Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otim.O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação.Este era o segredo de Oquê, este era o segredo de Otim.Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo.Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai.Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado.Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela.Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém.O caçador concordou, e impos também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abalhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.
Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas.Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim.Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador.Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida.Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido.Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: “Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?”A novidade espalhou-se pela cidade como fogo.Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos.Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido
Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai.O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade.Em desespero, Otim fugiu para a floresta.
Dois Orixás iorubas que não apreciam contato com muita gente é: o mago Ossaiyn, o solitário senhor das folhas, e Iya Otin, a caçadora. Possuem em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas.
A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo. Odé Otin é um Orixá feminino responsável pela fundamental atividade da caça. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, à noite, as Iyá mi Ajés e os pássaros da noite, pois a noite é o melhor momento para a caça. Odé Otin e Ossaiyn têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas.
Otin mora nas águas com Iyemanjá, Erinle e Oxum e na floresta com os irmãos Ossaiyn, Ògún e Odé, no cultivo com Òrìsà OkoOdé Otin e Ossaiyn representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento da ciência. No Candomblé, a cor verde é consagrada a Ossaiyn por sua proximidade com as folhas, ficando o azul para Odé Otin, um azul pouco mais vivo e claro que o de Ogum, numa transição cromática.
Caminhos de Otin
Iyá Otin tem apenas dois caminhos,um ela é ligada as águas e as Iyagbás(muito feminina)Outro ela é ligada a florestas e muito masculina ao ponto de não gostar de ser tratada como fêmea (mulher)..Em um Ile só se pode ter duas Otin de diferentes caminhos.e muitos dizem que ela não é iniciada em Ori masculino porem isso é pura balela,ela pode sim ser iniciada em Ori masculino.Ela mora junto com todos os Odes,gosta de ar e liberdade..Assim como Ossayn.
Em geral antes de se fazer qualquer coisa de assentamento pra essa Iyagbá se assenta sempre,Ogun,Ossossi,Erinlé,Ossayn,Iyemonja e Osun…Os dois Igbás mora dentro da água, e o assentamento de Malé mora no quarto de Yemanja ou Osun aos seus pés..E tanto no caminho Bolé e fêmea ela mora dentro da casa de João de barro no assentamento..Dessa forma mais o menos tentei mostra Iya otin dentro do meu Asé…
Uma grande caçadoro,senhora de Ososi e filha de Erinlé
Mas resumidno ela é Iyagbá sim,jamais foi ou vai ser Obóró ou de dois sexo(Nao desmerecendo a opiniao de ninguem apenas mostrando oque aprendi com meu Zelador e meus mais velhos do meu Asé..Efón!
Oke bambo otin Oke Manbo Iyagbá
Outro Itan de Iya Otin:
Otin era uma mulher de família importante e rica da cidade de Otan, filha de Obá Okê Aiyegbaju e viúva do próprio Obá Otan. Ela era muito guerreira, brava, corajosa e temida. A cidade de Okuku foi um dia atacada por inimigos em um dia em que Otin havia ido ao mercado de lá. Os dois proncipais guerreiros de Okuku, chamados Okê Agbona e Oluku se ergueram para defender a cidade e Otin os acompanhou, ajudando a deter e derrotar os inimigos, ficando em Okuku por algum tempo até que a situação fosse resolvida. Ela então resolver retornar para a sua cidade natal, mas os habitantes de Okuku, com Okê Agbona e Oluku à frente, insistiram que ela ficasse. Otin, sensibilizada pelo carinho de todos, ficou mais um pouco, mas depois teve que partir, para a tristeza de todos, mas dizendo que retornaria para ajudar se o perigo voltasse a rondar a cidade.
Tempos depois, Okê Agbona morreu e foi substituído por outro guerreiro, o caçador de elefantes Erinlé. Erinlé era forte, bonito e destemido, e Otin teve vontade de conhecê-lo. Erinlé também quis encontrar Otin, a quem conhecia só de fama, e a chamou de volta a Okuku, onde fariam uma festa em sua homenagem. Otin era muito rica e trouxe muitos presentes e, quando se encontrou com Erinlé um se apaixonou pelo outro e se casaram. Mas Otin tinha um segredo. Ela nascera com quatro seios e, antes de consumar seu casamento com Erinlé, ela o fez prometer que não contaria aquilo a ninguém, ou do contrário ele nunca mais a veria. Erinlé aceitou as condições e, após o casamento, ele não deixou Otin fazer qualquer trabalho doméstico, e ela mandava na casa no mesmo nível dele e o acompanhava também nas caçadas.
Mas Otin era muito brigona e, apesar de apaixonados, ela e Erinlé discutiam o tempo todo, por quase tudo. Erinlé começou também a beber e estava cada vez mais desgostoso do comportamento da mulher. Um dia, embriagado, teve uma discussão feia com Otin na frente de todos e tentou agredi-la fisicamente. Ela, que era forte e ágil, o derrubou no chão, fazendo todos na casa rirem. Ele, ainda no chão, gritou enraivecido que acabara de ser derrubado por não por uma mulher, mas por um monstro de quatro seios, e disse para Otin tirar seu ojá para que todo mundo visse a feiura que ela escondia.
Otin, sem mostrar emoção, mostrou a todos seus quatro seios, mas os cidadãos de Okuku, que gostavam e respeitavam muito a ela desviaram seu olhar. Assim mesmo, ela foi andando até o meio da praça do mercado. Bateu três vezes com o pé, abrindo um buraco de onde jorrou uma fonte. Ela se mesclou com a água da fonte e dali nasceu o Rio Otin, e nunca mais o povo de Okuku a viu em pessoa, e passaram a reverenciá-la nas águas deste rio. Erinlé, envergonhado, saiu confuso pela floresta para longe da cidade, chegando até a região de Ilobu, onde também bateu o pé no chão, tal como fez Otin, e também se transformou em um rio.
O povo de Okuku queria muito Otin de volta, e depois que Erinlé partiu, começaram a cantar:
“Alare bare
Otire
Arere a
Otin
Alare bare
Otire
Arole komorajô”
Dizendo que ela se acalmasse, pois havia vencido a demanda e que Arole (Erinlé, o caçador), já havia partido.

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